Vida

Publicado 19 19UTC setembro 19UTC 2011 por Jullyana Vycas
Categorias: Entretenimento

Vida
Você daria valor a ela antes de saber que a perderia?

O título poderia muito bem ser morte, porque é dela que se trata esse texto. Mas como a palavra morte assusta algumas pessoas, foi fácil trocá-la por vida. Elas podem parecer antônimos, mas perceba que, nesse caso, são sinônimos. Vida e morte estão tão entrelaçadas que às vezes não sabemos onde começa uma e termina a outra.

Apesar de todos nós termos medo da morte, não podemos negar que, em algum momento de nossas vidas, a desejamos. Isso ou aquilo é tão ruim que eu prefiro morrer a ter que passar por isso. Eu estou sofrendo tanto, às vezes pensamos que a morte poderia fazer tudo ficar melhor. Que a morte faria a dor parar. E que você seria finalmente livre… feliz.

E quando alguém morre de verdade, o que acontece? O quão estúpidos nós somos por desejar morrer por motivos tão banais, quando muitas pessoas gostariam de poder viver, como nós podemos?

Na verdade, por mais que saibamos que desejar morrer é uma estupidez – e que vamos nos arrepender disso – não conseguimos evitar de pensar, nem que seja por apenas um segundo, que talvez a morte pudesse nos libertar. E ela pode, sim. Ela vai. A questão é: vale a pena desistir agora? Sabendo que ainda existe muito pela frente? E que deste muito, uma boa parte pode ser… feliz?

Por hoje, pelo menos, todas as lágrimas com motivos estúpidos que eu chorar serão dedicadas àqueles que realmente a merecem. À todos aqueles que não tiveram escolha.

A arte de ser otário

Publicado 9 09UTC agosto 09UTC 2011 por Jullyana Vycas
Categorias: Entretenimento

A arte de ser otário
Também conhecida como arte do “se doar”.

Talvez as pessoas não percebam. Talvez elas não se importem. Talvez elas percebam e se importem, mas não sabem como se livrar disso. O fato é que cada um de nós tem um lado otário, uma parte feita especialmente para ser usada pelos outros. Não apenas somos usados – nos deixamos ser usados, pedimos para ser usados.

É bem verdade que quando se gosta muito de alguém, se deseja que essa pessoa tenha tudo de bom (na maioria dos casos). Isso faz com que nos doemos (do verbo doar!) um pouco demais em função da felicidade dos outros. Parece que não, não é nada demais, mas se você realmente analisar… Quantas pessoas por aí não vivem por outras pessoas? E estão sempre levando alguém nas costas?

Por mais que se ame alguém, às vezes precisamos entender que não somos obrigados a sofrer sempre que o outro se machuca. Não precisamos correr atrás de soluções sempre que o outro arrumar um problema. Sim, é natural ajudar, mas isso se considerarmos um sentimento de companheirismo, de amizade. É claro que amigos devem ajudar amigos. Não é de uma simples ajuda que eu estou falando.

Eu falo de quando a pessoa não precisa da sua ajuda, mas você está lá. Enxugando a baba dela sempre ao final das refeições como se a pessoa fosse um bebê. Se escravizando em favor de alguém, varrendo o chão para que ele/ela pise. Isso definitivamente não é saudável. E vem, geralmente, das paixões desenfreiáveis.

O que a gente precisa entender é que amar não é o mesmo que se fuder. Desculpe pelo palavriado, mas este era o único verbo que poderia expressar exatamente o que quero dizer. As pessoas estão o tempo todo se queimando para fazer o amado feliz, e nem percebem o quanto estão sendo otárias: o quanto estão acabando consigo mesmas, quando a outra pessoa nem precisa tanto assim de você.

Eu gostaria de deixar bem claro: não estou dizendo que deveríamos cagar para os outros, apenas… não se super-importar, em um nível inaceitável para sua própria decência humana.

Se matar por outro sem que seja necessário não é ser romântico, é ser otário.

Ao Coração

Publicado 26 26UTC março 26UTC 2011 por Jullyana Vycas
Categorias: Entretenimento

Ao Coração,
meus sinceros cumprimentos.

Já faz algum tempo que venho percebendo o quanto eu insisto em estar em guerra comigo mesma. Tenho certeza de que não é apenas impressão: eu realmente rejeito meus próprios sentimentos, vontades, sonhos. Sinto necessidade de dominá-los, de estar controlando a situação; escolher aquilo que sinto, o que desejo, o que tenho. É preciso estar no comando. Se eu pudesse controlar tudo – eu penso – quem sabe não fosse mais feliz.

Sei, também, que não sou a única. Incontáveis são as pessoas mundo afora tentando, em vão, vencer seus sentimentos. Vou tentar não me alongar nas analogias dessa vez, porque aparentemente elas são incompreensíveis. Quero simplificar. Para isso, tentei exemplificar as etapas dessa “batalha“, que são quase sempre as mesmas:

Negação -> Não existe inimigo. Não existe porquê lutar. E você repete isso várias e várias vezes, tentando apenas enganar a si mesmo e se convencer de que o sentimento não existe;

Reconhecimento -> Ok, tem alguma coisa aqui, sim. Você já reconhece que o sentimento existe, mas você ainda não acredita, não o aceita;

Rejeição -> Sim, o sentimento existe. Apesar disso, algo dentro de você repulsa ele. Você não quer sentir aquilo, e se frusta ao descobrir que não está no comando. Agora começa a verdadeira guerra.

E lá vamos nós, descontentes com nós mesmos, tentando modificar aquilo que não entendemos. “Por que essa pessoa? No meio de tantas outras? Por que esse sentimento horrível? Por que incomoda tanto?” e seguimos perguntando, até chegar à conclusão de que aquilo é errado. E precisa ser erradicado.

Parou. Simples assim. Isso porque, daqui para frente, não sei encontrar métodos de cura efetivos. Não sei me curar de ciúmes, não sei me curar de raiva, não sei me curar de paixão: passo por todas essas fases, sempre chego à conclusão de que o sentimento é maléfico, mas nada no mundo me faz esquecê-lo, além de um novo ciúme, uma nova raiva ou uma nova paixão. E como tratar um vício com outro é ineficaz, mantenho-me nessa situação ruim; nesse embrulho de dores e cores.

Meus sinceros cumprimentos ao meu coração, o grande responsável por toda essa confusão. Manter-se no comando mesmo com um lado inteiro do cérebro trabalhando contra você deve ser realmente duro. Uma salva de palmas ao estúpido que manda em nossas vidas.

Observação: Se você, querido leitor, é completamente capaz de mandar no que sente, ignore o texto acima redigido. Aliás, meus parabéns pelo dom.

Garganta

Publicado 18 18UTC novembro 18UTC 2010 por Jullyana Vycas
Categorias: Entretenimento

Garganta
Confundindo sentimentos

Minha garganta dói. O sintoma é ridículo, mas, pensando bem, é sempre assim que começa. Não importando se foi bebido aos goles ou de uma vez só: veneno é veneno. E os efeitos logo surgem por todo o corpo. Sua garganta se fecha – sua cabeça começa a doer. Seu coração bate desesperado na tentativa de bombear o veneno para fora do corpo. Seus joelhos estão fracos, e suas pernas tremem – logo os seus braços tremerão também – e, quando dá por si, a visão começa a enturvar-se. E, de repente, tudo fica branco. Você está num imenso vazio. Esquece seu nome, o que estava fazendo e aonde pretendia ir. Você só consegue se lembrar de uma coisa: veneno.

A variedade destes é extensa: existe todo o tipo de veneno ao nosso redor, contidos nas presas de cobras astutas que passeiam pelas ruas, casas e prédios. Elas sabem escolher bem uma vítima, dissimulam a situação até que nós tenhamos baixado a guarda e, então, dão o bote. Não costuma doer na hora. Mas depois, quando o veneno se espalha pelo seu sangue, as consequências ficam claras. Os motivos, óbvios. E, na maioria das vezes, o soro antiofídico está longe demais.

Particularmente, eu odeio todas essas sensações. Medo, espalha-se rápido e, ainda por cima, é transmissível. Basta ter alguém com medo para você se apavorar. E quando se está sozinho, o medo torna-se mais agressivo. Porque aí são dois venenos. Solidão, depressiativa, é claro. Não é a mesma coisa que estar só. Estar só é uma escolha. Solidão é um estado desesperador. Mas, pior que solidão é a angústia. Fecha todo o seu sistema respiratório, como um nó em sua garganta. Quando se há tensão demais, a angústia torna-se raiva. A raiva aumenta o ritmo dos batimentos do coração, e aquece de uma forma dolorosa. Ela queima. Outra coisa que queima, dessa vez, a sensação é de que algo incinerou seus órgãos em pleno funcionamento, é o ciúme. É tão parecido com a inveja que, muitas vezes, confundo os dois.

Na realidade, nenhum desses sentimentos age sozinho. Eles vêm sempre em conjunto, um trabalhando para reforçar o outro, de forma que parecem se misturar ao longo do tempo. Acho que estas cobras costumam atacar em grupo. Uma delas, porém, é a verdadeira mandante do crime. Ela é a responsável por todas as outras trabalharem em conjunto e ao mesmo tempo, de forma e nos deixar completamente sem reação. E pasme: a maior parte da sociedade proclama-a como bela e admirável. Eu suponho que eu deva descrever a figura aqui para, caso você encontre com ela pessoalmente, possa fugir o mais rápido possível.

Alguns dizem que têm cabelos loiros, outros insistem que é morena. Para alguns é homem, para outros é mulher. Os olhos são indefinidos entre verde, azul e castanho, passando por âmbar e cor-de-mel. De vez em quando baixa, de vez em quando alta. Sua aparência física varia muito, mas é importante atentar-se aos detalhes. O que todos esses perfis têm em comum é sua suposta inocencia e inofensividade. Ela conquista facilmente com um olhar e apenas um deslize já é suficiente para que você caia em sua ladainha. Muito cuidado com esse monstrinho a quem chamam amor.

Não importando se foi hoje ou no século passado, veneno é veneno. Restam sequelas. O mais interessante, contudo, não é o efeito do veneno em você – e sim o fato de, de vez em quando, estes venenos serem tão prazerosos.

Graveto

Publicado 11 11UTC novembro 11UTC 2010 por Jullyana Vycas
Categorias: Entretenimento

Graveto
Os detalhes que nós já esquecemos.

Alguns anos atrás, um garoto pequeno me deu um graveto. Eu perguntei para que eu queria aquilo, para que aquilo me serviria. O garotinho respondeu, sorrindo, que o graveto era mágico – uma varinha mágica – que faria o que eu quisesse, se eu soubesse as palavras certas. Faz uns dias que eu, limpando meu armário, encontrei esse graveto. Eu o guardara por guardar, e nem ao menos lembrava que ele existia. Talvez fosse estúpido, mas aquele graveto me lembrou tudo aquilo que eu já guardei.

Uma caneta vermelha toda quebrada, uma boneca sem cabeça, pedaços de desenhos pela metade, figurinhas rasgadas, questões de matemática rabiscadas. Eu guardei cada um desses objetos, não por eles trazerem boas lembranças, e sim porque toda vez que faço uma limpeza em meu armário sinto pena de jogá-los fora. Sei que todos eles tiveram as suas histórias, seus motivos, suas questões, e não consigo imaginá-los em um lixão por aí. Por isso, os guardo. Arrependo-me de ter jogado fora muitas coisas, mas o fato é que ainda tenho muitas guardadas. E muitas a guardar.

Outra coisa que reparei, enquanto organizava minhas coisas, é que eu guardo tudo aquilo que as pessoas me escrevem. Eu tinha uma carta de uma amiga minha. Eu tinha uma série de testes de perguntas e respostas feitas por todas as minhas amigas, e uma lista de assinaturas da segunda série. Eu até mesmo guardei rabiscos da minha melhor amiga aos cinco anos. Não sei exatamente porquê, mas parece que eu posso sentir as pessoas por suas letras. Eu não consigo descartar nenhuma delas, e amo colecionar a letra dos outros. Acho que algo que alguém escreveu de próprio punho é algo raro e incrível que deve ser guardado. E com isso, mais e mais entulho se acumula em meus armários.

Dou muito valor às pequenas coisas. Sei que este texto está ficando um pouco pessoal, mas é a verdade. Não consigo me desapegar de coisas simples, e abriria mão facilmente de outras tão mais luxuosas. A diferença é quem utilizou o objeto, quem me deu o presente e o que aconteceu no momento. É assim que eu seleciono o que é apegável ou não. E cada um desses pequenos recepitáculos de lembranças me sussurra para continuar com essa mania, que minha mãe entitula como “mania de velho, guardar tudo”.

Por mais estranho que se pareça, tudo isso é o que mantém meu passado ligado fisicamente com o mundo. Todos devem ter algum objeto assim, e provavelmente já se arrependeram de não ter guardado algo. Isso porque a mente é fraca e esquece com o tempo; as flores murcham, os caules também. Mas gravetos, gravetos secos de verdade, sempre estão lá, lembrando por nós. E por gravetos, eu me refiro a tantas outras coisas.

Decepção

Publicado 18 18UTC setembro 18UTC 2010 por Jullyana Vycas
Categorias: Sem categoria

Decepção
Uma, duas, três vezes. Será que nunca aprendemos a lição?

Oh, puxa. Você sofreu uma decepção. Você prometeu a si mesmo que nunca mais ia passar por isso, mas você sofreu outra decepção.

Qualquer um que já parou para pensar no assunto sabe que o conceito básico da decepção é quando você espera muito de alguma coisa e, no final, tudo acaba de forma bem diferente daquela que você planejou. E, sabendo disso, todo decepcionado tende a jurar a si mesmo que nunca mais irá apostar em nada, esperar qualquer coisa dos fatos da vida. Apesar de tudo, ele continua se decepcionando. Por que?

Eu suponho que nós, os seres humanos, somos incapazes de “desistir de confiar” em ideias ou hipóteses. A ligação se dá entre nossos desejos e uma pequena chama no âmago de nosso ser chamada esperança. A união dos dois forma uma expectativa. E a quebra da expectativa é a decepção.

Quando eu me decepciono, antes de mais nada ou ninguém, eu me decepciono comigo mesma. Fico absmada com o fato de ainda me decepcionar dia após dia, como se nunca aprendesse a lição. Existe uma ansiedade por avançar; uma ansiedade por deixar essa fraqueza de lado. Apesar disso, você sabe que não pode se livrar da esperança. Principalmente porque, ainda que ela proporcione a decepção, é ela também que proporciona a felicidade e a realização. Sem esperança, os objetos de nossa avaliação seriam sempre indiferentes, e nosso humor seria sempre nulo. É necessário conhecer a tristeza para encontrar a felicidade.

Mas que pena… Você sofreu uma decepção. Mais uma para a coleção. E você continua jogando este jogo de “tentativa e erro” até finalmente realizar-se. Uma questão de sorte.

Fotografia

Publicado 17 17UTC setembro 17UTC 2010 por Jullyana Vycas
Categorias: Saúde e bem-estar

Fotografia
A vida está passando direto por nós?

Um pai, uma mãe, um filho. Um evento, uma comemoração. Às ordens do pai, mãe e filho juntam-se em um semi-abraço e dão sorrisos largos ao que o pai saca uma câmera. Uma foto. Um momento em família, uma situação normal. Após a fotografia retirada, mãe e filho olham-se, mãe orgulhosa do filho que tem. Pai observa os dois com um sorriso no rosto – que divina família feliz temos aqui! Não, tal cena não fez parte de nenhum romance. Nem ao menos de alguma novela. Esta situação era algo comum – e ela provavelmente já aconteceu em todas as famílias. Mas as pessoas não perceberiam enquanto viviam o momento, e agora ele parecia tão distante…

O que é necessário para que uma família viva em harmonia? Dinheiro? Comida? É então para adquirir dinheiro e comida que as pessoas se esforçam tanto. Trabalhar desde de manhã até a noite é uma característica do brasileiro comum. Isso significa, em outras palavras, sair cedo de casa, antes que seu filho acorde, e muitas vezes voltar depois que ele já está dormindo. O que nos faz pensar se vale mesmo à pena trabalhar tanto em busca de melhores condições de vida. Enquanto você tenta melhorá-la, ela vai passando, e quando se der conta, estará velho demais para aproveitá-la. É assim que se define a vida.

Não que eu esteja defendendo a ideia de que todos deveriam parar de trabalhar e de sustentar suas famílias, gastar seu dinheiro em lazer e morrer de fome por aí. Não há exatamente uma solução para o problema do qual estamos tratando nesse caso. Trabalhar é, sem dúvida, necessário. E para muitas famílias, mesmo com o trabalho árduo, o dinheiro não é suficiente. Para aqueles que vivem nesta situação, tudo o que se pode recomendar é que vivam todos os momentos fora do trabalho com o máximo de vontade. Pense em ser feliz nas coisas mais irrelevantes que aparecerem pela sua frente. Ria das piadas mais estúpidas. Pois, algum dia, o indivíduo tornará-se velho e cansado, e só poderá viver de memórias. Seu trabalho, portanto, ao longo da vida, é coletar boas memórias para ter uma velhice boa e uma morte tranquila.

Existem, porém, aquelas famílias que possuem recursos e, mesmo assim, focam-se demais no trabalho. Algumas famílias das classes média e alta, que poderiam ser mais felizes se não estivessem tão preocupadas em lucrar. A vida é uma só. Independente da religião que seguimos, todas admitem que os bens materiais desta vida serão deixados para trás com a nossa morte. Não há, portanto, lógica em passar a vida toda juntando recursos. Para onde vai esse dinheiro? Para os filhos? E no caso, quando estes filhos crescerem, eles vão trabalhar para enriquecer os próprios filhos. Forma-se então um ciclo vicioso. Todos pensando somente no futuro e ninguém capaz de perceber que o hoje está correndo diante de seus olhos. Quando finalmente há uma percepção do quanto se está negligenciando a vida, é tarde demais. Sua grande maior parte já se passou e os anos que vêm pela frente são apenas os passos finais em direção à morte.

A verdade é que, a cada minuto que passa, nós não ganhamos um minuto de vida. Nós ficamos um minuto mais próximos da morte. Obviamente, pensar desta forma mórbida não fará ninguém feliz. Mas esquecer completamente o quanto a vida é passageira faz com que nós não aproveitemos os pequenos e bons momentos que ela nos tem a oferecer. Aquela situação estúpida e banal que aconteceu hoje com a família pode ser a pedra chave para a resolução do mistério da felicidade. A vida passa rápido? Sim. Mas cabe à nós colher desta os melhores frutos possíveis.

Pátria amada, Brasil

Publicado 23 23UTC fevereiro 23UTC 2010 por Jullyana Vycas
Categorias: Notícias e política

Pátria amada, Brasil
O que está acontecendo com o patriotismo do nosso país?

É comum nas escolas primárias que se ensine as crianças a cantar o Hino Nacional. Na verdade, se bem me lembro da minha época infantil, a escola obriga os alunos a aprender a canção, muitas vezes sem explicar o significado. Cabe aos próprios pais da criança mostrá-la o sentido das belas palavras que regem o hino, até porque este foi feito à muito tempo e algumas inversões radicais (hipérbatos) e vocabulários na letra são incompreensíveis aos menores. Infelizmente, na maioria das vezes, nem mesmo os pais sabem o significado completo do Hino Nacional. Talvez por esta falta de instrução desde pequenos, ou mesmo pela mídia – que bombardeia os mais jovens com idéias de que os países lá fora são muito melhores que o nosso – o patriotismo esteja em decadência no Brasil.

Não existiram ainda pesquisas que procurassem expressar em número a quantidade de adolescentes que sentem uma espécie de vergonha do Brasil. Acredito que um dos grandes motivos desta vergonha seja o grande poder de influência dos Estados Unidos sobre nosso país. Quantos adolescentes não responderiam afirmativamente caso fossem questionados se gostariam de trocar o Brasil pelos Estados Unidos? Não somos capazes de culpá-los. A todo instante recebem notícias sobre as coisas ruins que acontecem no nosso país, juntamente com todo o universo de mídias que cultua os Estados Unidos. Desde músicas a filmes, é como se eles estivessem a todo momento tentando manipular nossos jovens. O que, infelizmente, acaba acontecendo.

A pior situação, na verdade, é aquela em que o patriotismo é tomado como um "mico" para os adolescentes. Cantar o Hino Nacional é algo "ridículo", demonstrar respeito à bandeira é "patético" e, se por algum milagre da vida, um adolescente demonstre amor pelo país, é taxado como "idiota" ou mesmo "retardado". Qual poderia ser a causa para tamanho anti-patriotismo?

Eu, particularmente, nasci apaixonada pela República Federativa do Brasil. Eu sempre senti um arrepio percorrer a minha coluna sempre que ouvia o Hino Nacional. Eu sinto muito orgulho de ser brasileira, e não sinto vergonha alguma de participar de qualquer evento que seja em que se exalte o Brasil, mesmo no colégio militar. Isso incluí as ordens unidas e as tão temidas formaturas. Existem alunos que simplesmente não são capazes de respeitar o significado que isso possui. Quando reflito sobre o assunto, acabo me perguntando: O que houve de diferente entre a minha infância e a deles?

Logo no início das nossas vidas, é necessário que alguém nos instrua a amar o Brasil. Não apenas entregando-nos a letra do Hino Nacional e dizendo para que amemos o país. Tem que se mostrar às crianças toda a beleza e riqueza que o país tem a oferecer; todos os lados positivos, as expectativas para uma vida naquele lugar. Não é uma garantia que todos os pequenos brasileiros nasçam amando nosso país, mas é pelo menos uma chance que oferecemos a eles de amar. Alguns simplesmente não aceitam a pátria e muito dificilmente algum dia irão aceitar. Nem mesmo um colégio militar poderia mudar suas mentes. A esses, tudo que nós possamos desejar é que sejam felizes… Felizes, fora do Brasil. Lá, onde quer que eles queiram estar. Um cidadão anti-patriota não é um cidadão. E um indivíduo que não é cidadão não faz diferença alguma na sociedade.

Portanto, o Brasil ainda é amado. Ele apenas não tem a maioria a seu favor. Com toda a certeza, no dia em que os cidadãos brasileiros gostarem de verdade de seu país, o verdadeiro sentido das palavras "ordem e progresso" irá se concretizar – iremos finalmente chegar a evolução com a qual sempre sonhamos.

Coragem mulher!

Publicado 5 05UTC agosto 05UTC 2009 por Jullyana Vycas
Categorias: Saúde e bem-estar

Os últimos acontecimentos dessa semana (não, isso não é uma indireta) me fizeram refletir sobre o assunto medo. Então resolvi fazer mais uma entrada de blog para ninguém ler.

Todos nós possuímos medos. Enquanto conversava com minhas amigas, fui notando que todas tinham a mesma história para contar: vergonha, encabulação, medo de falar com as pessoas, em certos casos. Timidez. Está certo, é natural ter medos. Mas acontece que as pessoas acham "soluções" para estes medos.

O grande porém da história é que estas soluções não são definitivas e não acabam com o medo. Por exemplo, se você tem vergonha de falar com alguém (não é outra indireta, ok?) não é uma solução conversar pelo msn. No fim das contas, você ainda terá medo de conversar pessoalmente. Isso vale para cartas também. Não adianta escrever – escrever é fácil. Não há ninguém lá e não risco algum. Você não precisa ter medo de ver alguma reação desagradável, porque você estará bem longe caso ela aconteça.

Isso não só em timidez, em outros assuntos também. As pessoas sentem medo de se empenharem e serem derrotadas, ou simplesmente não serem aceitas do jeito que são. Mesmo que existam caminhos mais rápidos e mais fáceis, eles não te darão a segurança do caminho mais longo e sem atalhos. E além disso, uma pessoa ter sido derrotada quer dizer que ela tentou. Se você tem coragem para tentar, acredite, um dia vai conseguir.

E é por isso que todos nós devemos seguir em frente e se esforçar para vencer o medo, e não desviar dele. Porque, no fim, os medos são fazem é crescer. E depois de tanto tempo desviados eles tornam-se grandes e incontornáveis.

Por que nós amamos?

Publicado 10 10UTC maio 10UTC 2009 por Jullyana Vycas
Categorias: Sem categoria

Por que nós amamos?

É uma boa pergunta, não acha? Por que amamos? Quem ama eu sei que pode numerar vários motivos para gostar de alguém. Mas essa pessoa está equivocada. Você não tem motivos para gostar, você tem é consequências por gostar. Exemplo. Você não gosta de alguém por ele/ela ser divertido. Você acha a pessoa divertida porque gosta dela. Então, se qualidades e defeitos não escolhem de quem nós gostamos, o que escolhe?

Eu sempre defendi a interação. Acho que alguém só pode gostar de outro alguém quando se interage, e quando a interação caí bem sobre essas pessoas. Ou seja, elas têm certa química. Assim defendo facilmente porque amo meus pais: são as duas pessoas com quem mais interagi em toda minha vida.

Você não tem de se perguntar por que gosta de alguém. Você tem de defender isso, e olhar pela pessoa; se a pessoa não presta, olhe por si mesmo, protega a si mesmo para não se machucar. Os seres humanos tem um lindo dom: o carinho. Se o mundo soubesse aproveitar isso, os homens seriam mais felizes.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.